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Plataforma de Criptomoedas Deve Responder por Fraude com Login e Autenticação

Atualizado: 30 de jun. de 2025


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A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou um importante precedente no julgamento do Recurso Especial nº 2.104.122: plataformas de criptomoedas podem ser responsabilizadas por transações fraudulentas realizadas com o uso de login, senha e autenticação de dois fatores.

A decisão foi unânime e representa um marco relevante na proteção dos consumidores que operam no universo digital das criptomoedas, área que ainda carece de regulamentação específica e é frequentemente alvo de golpes e fraudes sofisticadas.


O Caso Julgado pelo STJ

O caso envolveu uma transação em que bitcoins foram transferidos de forma fraudulenta, mesmo com a utilização dos mecanismos de segurança disponibilizados pela plataforma (login, senha e autenticação em duas etapas). A vítima alegou que não realizou a transação e buscou responsabilizar a empresa que intermediou a operação.

A ministra Isabel Gallotti, relatora do recurso, destacou que, nesses casos, aplica-se a responsabilidade objetiva da plataforma — ou seja, independente da demonstração de culpa. Basta que se comprove o dano, a existência da falha e o nexo de causalidade.


Por Que Isso É Importante?

A decisão estabelece que, ao oferecer um serviço financeiro baseado em tecnologia e movimentação de ativos valiosos, a plataforma assume o dever de garantir a segurança e integridade das operações. Se, mesmo com os protocolos implementados, a fraude ocorre, a empresa deve reparar o prejuízo do consumidor.

Além disso, o julgamento reforça a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), reconhecendo que essas plataformas atuam como fornecedoras de serviço e, portanto, estão sujeitas à responsabilidade objetiva prevista no artigo 14 do CDC.


O Que Muda para o Usuário?

Com essa decisão, os consumidores ganham uma importante ferramenta jurídica para buscar reparação em caso de fraudes envolvendo criptoativos. Caso você tenha sido vítima de uma transação não autorizada, mesmo tendo seguido todos os protocolos de segurança da plataforma, há respaldo judicial para responsabilizar a empresa.


O Que Esperar no Futuro?

O julgamento reflete a crescente preocupação do Judiciário com a proteção dos usuários no ambiente digital e com a responsabilização das empresas que lucram com operações de alto risco, como as envolvendo criptomoedas. A tendência é que outras decisões semelhantes surjam, ampliando a segurança jurídica nesse setor.


Fique atento! Se você foi prejudicado por uma transação com criptomoedas que não autorizou, é possível buscar a responsabilização da plataforma com base neste entendimento do STJ.

DJ Advocacia atua na defesa dos direitos dos consumidores digitais e pode auxiliá-lo na análise do seu caso. Entre em contato para agendar uma consulta.

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DJ Advocacia é um escritório fundado e coordenado pela Dra. Danielle Jamba Wakai Jorge, OAB/SP 251.547.
Um escritório de advocacia, que oferece serviços jurídicos, privativos de advogados, de acordo com a legislação vigente e o Código de Ética e Disciplina da OAB do Brasil.



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